Blog destinado às mulheres para fórum de debate de tema concernentes ao gênero feminino.
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
pesquisa da vacina HIV em macacos
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terça-feira, 8 de outubro de 2013
CONHEÇA AS TRÊS UTILIDADES QUE ESTÃO ESCONDIDAS EM SEU CELULAR :RT
CONHEÇA AS TRÊS UTILIDADES
QUE ESTÃO ESCONDIDAS EM SEU CELULAR :RT
#EMERGENCIA CONHEÇA AS TRÊS UTILIDADES QUE ESTÃO ESCONDIDAS EM SEU CELULAR :
03 coisas que você nunca soube sobre seu celular.
Será útil manter essas informações com você.
Existem algumas coisas que podem ser feitas em caso de emergência.
Seu celular é uma ferramenta que pode salvar sua vida.
Veja o que ele pode fazer por você:
Emergência I:
O número universal de emergência para celular é 112
Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque 112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado. Experimente!
Emergência II: *3370#
Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, pressione as teclas: *3370#
Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria.
Emergência III: *#06#
Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os seguintes dígitos: *#06#
Um código de 15 dígitos aparecerá. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma. Talvez você fique sem o seu celular, mas pelo menos saberá que ninguém mais poderá usá-lo.. Se todos fizerem isso, não haverá mais roubos de celular.OBS: Essas informações não são conhecidas, por isso passe para seus amigos e familiares.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Carta Aberta ao Ministro da Saúde - Preservativos Femininos
Carta Aberta ao Ministro da Saúde - Preservativos Femininos
Recife, 16 de setembro de 2013.
Senhor Ministro,
Neste 16 de setembro celebra-se o Dia Global do Preservativo Feminino. A data, instituída em 2011, serve como catalisadora de ações educativas e de incidência política pela promoção deste insumo, ainda distante da realidade da maioria das mulheres em todo o mundo.
Disponível nacionalmente na rede pública desde 2000, até hoje o preservativo feminino não conta com uma estratégia estruturada de promoção e distribuição. Em 2012, após o completo desabastecimento do insumo por dois anos, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 20 milhões de preservativos femininos.
No entanto, os antigos desafios permanecem. Continuamos a observar um baixo investimento institucional, em todas as esferas de poder, na divulgação e promoção dos preservativos femininos como estratégia de prevenção de ISTs, da transmissão do HIV e da gravidez indesejada. Os preservativos femininos estão virtualmente fora das campanhas educativas e não é raro encontrar profissionais de saúde que se abstêm de seu papel de promotores deste insumo, ou que continuam a restringir sua distribuição a grupos específicos, como profissionais do sexo e mulheres vivendo com HIV ou cujos parceiros sejam soropositivos.
É preciso, urgentemente, superar os obstáculos ao acesso, garantindo o abastecimento permanente e suficiente do insumo, a interiorização de sua distribuição ao longo do estado, a realização campanhas de divulgação de suas vantagens e uso correto e a atualização continuada e permanente dos e das profissionais de saúde para que ofereçam e orientem com naturalidade, sem julgamentos e sem cientificismos, sobre o uso correto do preservativo feminino.
Os preservativos femininos são poderosos aliados para a prevenção e o prazer. Eles dão autonomia, empoderam e protegem as mulheres. Não podemos mais aceitar que se justifique o baixo investimento institucional na promoção e acesso dos preservativos femininos através de uma suposta baixa procura das mulheres por eles nos serviços de saúde. É o inverso: as mulheres precisam saber de sua existência e vantagens para que possam acessá-los. Assegurar o acesso aos preservativos femininos é respeitar e cumprir com os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
As décadas de promoção massiva dos preservativos masculinos trouxe resultados imensuráveis para a saúde de toda a população. O mesmo, com planejamento e compromisso, pode ser atingido em relação aos preservativos femininos, e é isto o que esperamos ver acontecer em nosso pais.
Cordialmente,
Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero
Recife, 16 de setembro de 2013.
Senhor Ministro,
Neste 16 de setembro celebra-se o Dia Global do Preservativo Feminino. A data, instituída em 2011, serve como catalisadora de ações educativas e de incidência política pela promoção deste insumo, ainda distante da realidade da maioria das mulheres em todo o mundo.
Disponível nacionalmente na rede pública desde 2000, até hoje o preservativo feminino não conta com uma estratégia estruturada de promoção e distribuição. Em 2012, após o completo desabastecimento do insumo por dois anos, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 20 milhões de preservativos femininos.
No entanto, os antigos desafios permanecem. Continuamos a observar um baixo investimento institucional, em todas as esferas de poder, na divulgação e promoção dos preservativos femininos como estratégia de prevenção de ISTs, da transmissão do HIV e da gravidez indesejada. Os preservativos femininos estão virtualmente fora das campanhas educativas e não é raro encontrar profissionais de saúde que se abstêm de seu papel de promotores deste insumo, ou que continuam a restringir sua distribuição a grupos específicos, como profissionais do sexo e mulheres vivendo com HIV ou cujos parceiros sejam soropositivos.
É preciso, urgentemente, superar os obstáculos ao acesso, garantindo o abastecimento permanente e suficiente do insumo, a interiorização de sua distribuição ao longo do estado, a realização campanhas de divulgação de suas vantagens e uso correto e a atualização continuada e permanente dos e das profissionais de saúde para que ofereçam e orientem com naturalidade, sem julgamentos e sem cientificismos, sobre o uso correto do preservativo feminino.
Os preservativos femininos são poderosos aliados para a prevenção e o prazer. Eles dão autonomia, empoderam e protegem as mulheres. Não podemos mais aceitar que se justifique o baixo investimento institucional na promoção e acesso dos preservativos femininos através de uma suposta baixa procura das mulheres por eles nos serviços de saúde. É o inverso: as mulheres precisam saber de sua existência e vantagens para que possam acessá-los. Assegurar o acesso aos preservativos femininos é respeitar e cumprir com os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
As décadas de promoção massiva dos preservativos masculinos trouxe resultados imensuráveis para a saúde de toda a população. O mesmo, com planejamento e compromisso, pode ser atingido em relação aos preservativos femininos, e é isto o que esperamos ver acontecer em nosso pais.
Cordialmente,
Gestos – Soropositividade, Comunicação e Gênero
C A S A S D E A P O I O
C A S A S D
E A P O I O
Santo Antônio (Para Homens)
Ladeira do Ascurra, nº 186 - Cosme Velho – RJ
Tel.: 2205-8794
É necessário fazer o cadastro no Banco da Providência
Rua Francisco Eugênio, nº 348 - São Cristóvão - RJ
Tel.: 2254-8361/2568-7912
Casa de Apoio Água Viva
Rua Buritizal, Casa 01 – Sepetiba
Tel.: 2543-9355/3477-6277/34776577 (Adalgisa) 2240-4168
Ladeira do Ascurra, nº 186 - Cosme Velho – RJ
Tel.: 2205-8794
É necessário fazer o cadastro no Banco da Providência
Rua Francisco Eugênio, nº 348 - São Cristóvão - RJ
Tel.: 2254-8361/2568-7912
Casa de Apoio Água Viva
Rua Buritizal, Casa 01 – Sepetiba
Tel.: 2543-9355/3477-6277/34776577 (Adalgisa) 2240-4168
Casa de Apoio Omobiri (Para Mulheres)
Rua Caminho do Triunfo, nº 02 – Sepetiba
Tel.: 3317-6348
Viva Meu Jovem
Rua projetada, nº 03 - casa 30 - Santa Cruz - RJ
Tel.: 9198-5322
Sagrado Coração de Jesus (Para Mulheres e Crianças)
Av. Santa Cruz, nº 1125 - Bangú - RJ
Tel.: 2332-9993
É necessário fazer o cadastro no Banco da Providência
Rua Francisco Eugênio, nº 348 - São Cristóvão - RJ
Tel.: 2254-8361/2568-7912
República da Vida (Para Homens e Mulheres)
Rua São Luiz Gonzaga, 1395 - Casa 18 - São Cristóvão - RJ
Rua Av. Evaristo da Veiga,
Sociedade Viva Cazuza (Para Crianças)
Rua Pinheiro Machado, 39 - Laranjeiras
Tel.: 2551-5368 - Fax: 2553-0444
Viva Meu Jovem
Rua projetada, nº 03 - casa 30 - Santa Cruz - RJ
Tel.: 9198-5322
Sagrado Coração de Jesus (Para Mulheres e Crianças)
Av. Santa Cruz, nº 1125 - Bangú - RJ
Tel.: 2332-9993
É necessário fazer o cadastro no Banco da Providência
Rua Francisco Eugênio, nº 348 - São Cristóvão - RJ
Tel.: 2254-8361/2568-7912
República da Vida (Para Homens e Mulheres)
Rua São Luiz Gonzaga, 1395 - Casa 18 - São Cristóvão - RJ
Rua Av. Evaristo da Veiga,
Sociedade Viva Cazuza (Para Crianças)
Rua Pinheiro Machado, 39 - Laranjeiras
Tel.: 2551-5368 - Fax: 2553-0444
Fundação Santa Bárbara (Para Crianças)
Tel.: 2571-0137/2549-7626
Casa Maria de Magdala (Para Pacientes Terminais)
Estr.: Washington Luiz, nº 1956/fundos – Sapé – Niterói
Tel.: 2616-3365 ou 2616-2233 ou 9955-6029
Casa de Apoio Hiv-Vida
Av. Oswaldo Mendonça de Campos, Q. 126 - Lote 14
Estr.: Washington Luiz, nº 1956/fundos – Sapé – Niterói
Tel.: 2616-3365 ou 2616-2233 ou 9955-6029
Casa de Apoio Hiv-Vida
Av. Oswaldo Mendonça de Campos, Q. 126 - Lote 14
Marambaia - São Gonçalo - Tel.: 2601-4111
Casa de Apoio Perseverança – Barra do Pirai
Rua Tiradentes, 160 - Centro
Grupo Fraternidades – Barra Mansa
Rua José Marcelino de Camargo, 1913 - Centro
Tel.: (24) 2322-2919 ou (24) 9215-9359
Lar Esperança – Cabo Frio
Rua governador Valadares, 345
Tel.: (24) 2647-1723 - Cel.: (24) 9817-2606
Oficina do Amor - Cabo Frio
Tel.: (22) 2644-0115
Casa de Apoio Irmãos da Solidariedade - Campos
Rua Santo Antônio, 44 – Guarús
Tel.: (22) 2722-9979 ou 2735-4513
Casa de Apoio Perseverança – Barra do Pirai
Rua Tiradentes, 160 - Centro
Grupo Fraternidades – Barra Mansa
Rua José Marcelino de Camargo, 1913 - Centro
Tel.: (24) 2322-2919 ou (24) 9215-9359
Lar Esperança – Cabo Frio
Rua governador Valadares, 345
Tel.: (24) 2647-1723 - Cel.: (24) 9817-2606
Oficina do Amor - Cabo Frio
Tel.: (22) 2644-0115
Casa de Apoio Irmãos da Solidariedade - Campos
Rua Santo Antônio, 44 – Guarús
Tel.: (22) 2722-9979 ou 2735-4513
Casa Vihver – Volta Redonda
Tel.: (24) 3347-4141/3343-3910
Casa de Apoio Associação Viver - Itaperuna
Rua Assis ribeiro, 536 - Centro
Tel.: (24) 2822-0471
Tel.: (24) 3347-4141/3343-3910
Casa de Apoio Associação Viver - Itaperuna
Rua Assis ribeiro, 536 - Centro
Tel.: (24) 2822-0471
Casa Betânea
Tel.: 2224-5560
Quais delas ainda estão abertas????????????????
Reprodução assistida em brasileiras têm sucesso em 73% dos casos
Edição do dia 10/09/2013
10/09/2013 10h05
- Atualizado em
10/09/2013 10h05
Reprodução assistida em brasileiras têm sucesso em 73% dos casos
Relatório da Anvis mostrou também que, no Brasil, taxa que mede a capacidade de embrião evoluir chega a 93%, maior do que a internacional.
EDNEY SILVESTRE
Rio de Janeiro, RJ
O Brasil é um dos países com melhores resultados no mundo em reprodução
assistida, segundo um relatório divulgado pela Anvisa, a Agência
Nacional de Vigilância Sanitária. Mas o sonho de ser mãe, com a ajuda da
medicina, ainda é para poucas mulheres. O tratamento é caro e no
serviço público há longas filas de espera.
Ter filhos parecia impossível para Luciana. A causa: endometriose, uma obstrução na trompa. O impossível foi vencido pela ciência: há quatro anos nasceram seus gêmeos Giovana e Bernardo.
“Depois de ter filhos, a gente não consegue imaginar como seria sem eles”, diz Luciana da Costa.
Os meninos são resultado de reprodução assistida, uma técnica em que a
medicina brasileira tem sucesso em 73% dos casos, segundo a Anvisa. Essa
esperança no bom resultado anima a médica Andrea Barbosa. “Eu gostaria
de ter dois, mas com um eu já fico bem feliz”, declara Andrea Barbosa,
médica.
As chances de Andrea são boas: no Brasil, a taxa que mede a capacidade
de o embrião evoluir, chega a 93%, maior do que a internacional, que é
de 80%.
Um especialista em fertilização explica porquê. “Isso é resultado de um
esforço, de educação continuada, de frequencia em congressos
internacionais, pesquisa e muita vezes colaboração com médicos de fora e
universidades de fora”, diz Marcio Coslovsky, ginecologista.
Cinco milhões de crianças nasceram, no mundo, por reprodução assistida,
aquilo que durante muito tempo foi chamado de inseminação artificial.
No Brasil, 300 mil crianças nasceram por esse método. Mas quem quer ser
mãe e depende do serviço público de saúde, enfrenta dificuldades.
Enquanto mais de 90 clínicas particulares tratam da reprodução
assistida, as clínicas que fazem procedimento pelo SUS são apenas nove.
Uma delas, em Natal. A maternidade pertence à Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Oitocentos casais estão cadastrados. Os primeiros procedimentos devem começar até o final deste mês.
Por enquanto, o sonho de engravidar ainda está distante para muitas
famílias. O processo custa de R$ 10 a R$ 12 mil. Os remédios, na maioria
importados, podem significar mais R$ 5 mil.
O Ministério da Saúde
informou que desde 2005 executa a Política Nacional de Atenção Integral
à Reprodução Humana, e que no fim do ano passado, destinou R$ 10
milhões para a reprodução assistida em hospitais conveniados ao SUS.
Jucimara Moreira
Representante Estadual do MNCP/RJ
Colegiado da RNP+Brasil
(21)2518-3993 Grupo pela VIDDA/RJ
87672478 Oi
72309596 Vivo
68748237 claro
69216112 tim
69216112 tim
Twitter: @maracidada
Que tem aids não pode esperar
Que tem aids não pode esperar
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George Gouvea é psicanalista e
vice-presidente Grupo Pela Vidda-RJ
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Por George
Gouve
Houve uma época que a frase mais contundente usada pelo movimento de aids era “quem tem aids tem pressa”. Parece que hoje testemunhamos, melancolicamente, que a pressa virou um item de menor categoria, esquecida e abandonada. A solidariedade, que alicerçava todas as ações do movimento hoje parece desidratada e sem viço. Há poucos dias alguns se indignaram contra o edital do concurso da Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro. A petição eletrônica no site da AVAAZ recebeu pouco mais de 300 adesões, mesmo com toda a divulgação em nossas listas de e-mails. Os espaços de discussões são importantes, por motivos óbvios, mas a sopa de letras que se transformaram estes espaços não tem surtido o efeito desejado. Continuamos vivendo as agruras de uma epidemia descontrolada, com 12.000 mortes e 40.000 novas infecções anualmente. O governo censura as campanhas de prevenção, asfixia financeiramente as organizações com exigências impossíveis de atender, enquanto testemunhamos a orgia do uso dos recursos públicos nos jornais cotidianamente. Faltam médicos, leitos, remédios para doenças oportunistas e efeitos colaterais; referência e contrarreferência são piadas de mau gosto. Consultas de 15 minutos e marcadas com meses de distância, exames que demoram mais que o triplo do tempo de um laboratório privado. Ameaça da descentralização do atendimento aos soropositivos, deslocados para a atenção básica sem uma profunda discussão. Enfim, a desconstrução de tudo que foi erguido com muita luta, sacrifícios, ativismo e vidas perdidas. Sobre o movimento inerte e acuado, o Departamento de Aids (Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde) adota uma política biológica no enfrentamento da epidemia, desconsiderando os aspectos sociais da mesma. Antirretrovirais mais modernos, testagem e cobertura de tratamento estendida para os soropositivos com 500 de CD4 são, inegavelmente, medidas importantíssimas, mas que sozinhas não bastam para enfrentar a epidemia. Um quadro pintado com as faces de quem sofre retrata de maneira triste a realidade da epidemia de aids neste País, que exige de todos os atores uma retomada da indignação, pois quem tem aids não pode esperar! George Gouvea é psicanalista e vice-presidente Grupo Pela Vidda (Valorização, Integração e Dignidade do Doente de Aids) do Rio de Janeiro
http://www.agenciaaids.com.br/artigos/interna.php?id=428
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terça-feira, 21 de maio de 2013
Novas regras de reprodução assistida destacam saúde da mulher e direitos reprodutivos para todos
| Novas regras de reprodução assistida destacam saúde da mulher e direitos reprodutivos para todos |
| Qua, 08 de Maio de 2013 19:40 |
A
partir de agora, no Brasil a idade máxima para uma mulher se submeter
às técnicas de reprodução assistida passa a ser 50 anos. O coordenador
da Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM, José Hiran Gallo,
explica que esta medida levou em consideração a segurança da gestante e
da criança: “pesquisas em todo mundo apontam que a fase reprodutiva da
mulher é de até 48 anos e após essa idade os riscos são evidentes”.
Antes
não havia um limite estabelecido e essa idade foi considerada pelo
risco obstétrico. Segundo o presidente da Sociedade Brasileira de
Reprodução Assistida (SBRA), membro da Câmara
Técnica do CFM, Adelino Amaral, para as mães, após 50 anos, elevam-se
casos de hipertensão na gravidez, diabetes e aumento de partos
prematuros. E para a criança, os problemas mais comum são o nascimento
abaixo do peso e o parto prematuro.
Doação compartilhada -
A Resolução do CFM ainda definiu os termos para a doação compartilhada
de óvulos. Isso ocorre quando uma mulher, em tratamento para engravidar,
doa parte dos seus óvulos para uma mulher mais velha (que não produz
mais óvulos) em troca do custeio de parte do tratamento. Neste caso, a
norma define a idade limite do doador de 35 anos para mulher e 50 para
homem.
A
nova redação também deixa mais claro quanto ao número de oócitos [mesmo
que óvulos] e embriões [fecundação entre óvulo e espermatozoide] a
serem transferidos no caso de doação: estes devem ser respeitada a idade
da doadora e não da receptora. José Hiran Gallo explica que a decisão
se dá porque a qualidade dos óvulos doados são maiores: “a paciente
acima de 40 anos tem probabilidade de engravidar em torno 10%, já as
pacientes menores de 35 tem chances acima de 40%. Essa limitação
reduz as chances de gestação múltipla, que seria mais um fator de risco
para mulheres mais velhas. É preciso ficar atento à maturidade desses
óvulos e não de sua receptora”.
Diversidade -
Outra questão abordada na nova norma do CFM diz
respeito ao tratamento de reprodução para casais homoafetivos. A
resolução anterior dizia que "qualquer pessoa" poderia ser submetida ao
procedimento "nos limites da resolução", no entanto os casais formados
por pessoas de mesmo sexo esbarravam em diferentes interpretações. Agora
a resolução do CFM deixou mais claro esse direito: “é permitido o uso
das técnicas de reprodução assistida para relacionamentos homoafetivos e
pessoas solteiras, respeitado o direito da objeção de consciência do
médico”.
De
acordo com o presidente do CFM, Roberto d’Avila, a aprovação da medida é
um avanço porque “permite que a técnica seja desenvolvida em todas as
pessoas, independentemente de estado civil ou orientação sexual. É uma
demanda da sociedade moderna. A medicina não tem
preconceitos e deve respeitar todos de maneira igual”.
Para
auxiliar nesses casos o CFM ampliou o parentesco para doadoras
temporárias do útero. Estas devem pertencer à família de um dos
parceiros num parentesco consanguíneo até o quarto grau (primeiro grau –
mãe; segundo grau – irmã/avó; terceiro grau – tia; quarto grau –
prima). Em todos os casos também devem respeitada a idade limite de até
50 anos.
Descarte -
Com base em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que autoriza o
uso de embriões para pesquisa com células tronco, e considerando o
crescente estoque de material genético, o texto,
elaborado pela Câmara Técnica de Reprodução Assistida do CFM, também
abordou este tema.
Uma
das alterações da Resolução trata do descarte de embriões que estão nas
clinicas de reprodução assistida e que não serão mais utilizados pelos
casais, como os casos dos que já tiveram seus filhos, estão em
separação, ou houve morte de um dos cônjuges. Existem muitos embriões
que estão abandonados há 15 anos e não são aproveitados.
Segundo
a norma do CFM, após cinco anos, os embriões criopreservados podem ser
doados para outros pacientes; doados para pesquisas; ou descartados.Se
for da vontade do paciente, esses embriões
também podem continuar congelados desde que os pacientes expressem essa
vontade e assumam as responsabilidades por essa decisão.
Relatório
da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aponta que no
Brasil 26.283 embriões foram congelados somente no ano de 2011. Para
congelar esses embriões, os casais pagam uma taxa que varia entre R$ 600
e R$ 1,2 mil, e para mantê-los neste processo é preciso arcar com uma
mensalidade. Entretanto cerca de 80% desse material é abandonado pelos
pacientes e o banco que arca com as despesas da manutenção repondo
nitrogênio e garantindo espaço físico. “A responsabilidade técnica deste
material abandonado só ficará a cargo da clínica por cinco anos.
Faremos uma convocação desses casais que já abandonaram os embriões e
conscientizaremos os próximos pacientes das possibilidades de doação e
descarte”, declarou Adelino Amaral.
Veja as principais contribuições da Resolução CFM nº 2.013/13:
IDADE DA PACIENTE - a idade máxima das candidatas à gestação de reprodução assistida é de 50 anos.
DOAÇÃO COMPARTILHADA – Libera a medida e limita a idade da doadora em 35 anos.
IDADE LIMITE PARA DOAÇÃO DE ESPERMATOZÓIDES - 50 anos.
ÚTERO DE SUBSTITUIÇÃO – Ampliou-se para parentesco consanguíneo de até 4º grau.
TRANSFERÊNCIA
- A nova redação também deixa mais claro quanto ao número de oócitos e
embriões a serem transferidos no caso de doação: estes devem ser
respeitado a idade da doadora e não da receptora.
DESCARTE – os embriões criopreservados acima de cinco anos, poderão ser descartados se esta for a vontade dos pacientes.
HOMOAFETIVIDADE
– É permitido o uso das técnicas de reprodução assistida para
relacionamentos homoafetivos e pessoas solteiras, respeitado o direito
da objeção de consciência.
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